terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Visão geral

Como tudo começou (versão do Leme):

No início Leandro Rangel, ainda virgem, era um menino muito tímido, e somente gostava de brincar com sua pequena câmera.  Logo, o destino colocou uma loira fatal na trilha do pequeno Leandro. Naquela época, pequeno Leandro não compreendia aquelas sensações estranhas que faziam certos órgãos de seu corpo reagirem ao chegar perto da loira fatal. Ele apenas sentia que seu coração palpitava, e seus olhos brilhavam intensamente quando diante da loira.

Luas foram se passando (juntamente com o sol), e o Leandro finalmente começou a compreender que aqueles sentimentos eram devido a uma pura paixão! Até então, pequeno Leandro não sabia ainda o nome da loira, e atentava apenas às suas figuras anatômicas.

Tempo foi passando e ele evoluiu, já conseguia olhar para a loira sem fitar o óbvio. Ele aprendeu que ela, a loira fatal, era graduada em Biologia, então, rapidamente tomou interesse por biologia, investiu na compra de inúmeros livros da disciplina, e utilizava-se destes conhecimentos básicos para impressionar a loira.

Logo, a loira começou a pensar que alguma coisa sobrenatural havia ocorrido com o espaço geográfico da cidade de Bombinhas, pois, o pequeno Leandro sempre parecia encontrar-se com ela, fosse onde fosse, sempre existia a “coincidência” de esbarrar-se contra o Leandro. Naquela época, eu me recordo, ( e se eu estiver mentindo, que um raio caia na sua cabeça) o carro do Leandro sempre parecia quebrar próximo à loja da Submarine, e somente durante os turnos da loira. Mais estranho ainda, foi o fato de que o Leandro desenvolveu um interesse fenomenal na prática de contagem do número de pessoas que visitavam a loja.

Finalmente,  não se sabe quando e aonde, o pequeno Leandro aprendeu o nome da loira fatal, e começou a chamá-la Rafaela. Não passou muito tempo, e a Rafaela se tornou Rafa, e por fim, simplesmente Amor. A paixão por fim, teve que dividir espaço com o sentimento de amar um ao outro. Esse amor e paixão foi o catalisador para este evento maravilhoso; a união de nossos dois queridos amigos...   

Planejando o casamento:
Diante da demanda imposta pelo casamento de seus queridos amigos Leandro e Rafaela, e menos importante, $$$$ a oportunidade de mercado; o Instrutor Leme abriu uma empresa (no simples nacional para diminuir a tributação) que se especializará em casamentos submarinos.  O Programa que segue poderá ser adaptado para qualquer religião, e ou configuração de holerite; tendo como limite de preço mínimo, uma cerimônia que poderá ser realizada em uma banheira de hotel.
Netuno - Casamentos Submarinos Ltda.
“Afundamos seu casamento em qualquer local do mundo”
Programa:
Informações gerais
Um programa não subaquático de casamento não deve ser superior a 60 minutos, sendo 45 minutos o ideal para casamentos fora d’água. Acredito que um casamento subaquático deva durar no máximo 30 minutos, ou 150 BAR !
A cerimônia na superfície, consiste essencialmente em três etapas:
1.       A entrada do cortejo pela nave (área onde a cerimônia será realizada;
2.       A  liturgia;
3.       A saída dos participantes.
A cerimônia tem algumas partes tradicionais, mas o ritual permite uma grande liberdade de adaptação, complementação e acréscimos à liturgia do matrimônio. Em nosso caso, teremos que adaptar com certeza!
Seria interessante se pudéssemos treinar como entrar e sair da cerimônia, porém, acredito que não será possível, daí, o grande diferencial; o improviso!
Não teremos parte musical! Claro!
Teremos que evitar o atraso da chegada da noiva!!!
Cortejo de entrada:
Os convidados devem estar presentes antes de a noiva entrar, porque, justamente com o oficiante, eles representam a igreja que recebe o casal para a benção matrimonial;
Formando o corredor humano, do lado esquerdo ficará os convidados da noiva, do lado direito os convidados do noivo;
Alguém da família da noiva pode ficar encarregado de receber os convidados à entrada e orientá-los (por bússola rz) quanto o lado que devem ocupar;
Para distinguir entre os convidados (noiva ou noivo) podemos fazer a orientação no barco, como todos são convidados de ambos, poderá fazer apenas a distribuição em fila direita e esquerda;
Lugares podem ser reservados para convidados mais importantes ou mais idosos (to fora);
O “pastor” (eu) assume seu lugar marcado na areia, fica em pé o tempo todo (olhando o manômetro) de costas para o “altar”, e à frente do genuflexório, (é um móvel que você vê em igrejas católicas, principalmente, onde os fieis se ajoelham e apóiam suas Bíblias) não teremos isso, portanto, o “pastor” ficará de frente à sua Congregação de OWD, e de frente para os noivos;
O cortejo começa com a entrada dos casais de padrinhos, guardando entre eles, um quarto do trajeto a ser nadado;
Alternam-se os padrinhos do noivo e da noiva;
Os padrinhos do noivo são os primeiros a entrar;
Os casais, a mulher à esquerda do homem, se dirigem respectivamente para o lado direito do altar, lado dito do noivo, ou lado esquerdo do altar, dito lado da noiva;
Os casais de padrinhos tomam lugares especialmente dispostos para eles, ou ocupam as posições marcadas na areia para eles (geralmente os primeiros lugares da fileira;
 Ao final da entrada dos padrinhos, após a pausa suficiente para que o corredor fique livre, entram o a mãe da noiva de braços com o pai do noivo (isso é temporário) e se colocam próximos ao altar do lado esquerdo, voltados para a assembléia. Talvez possamos ter pessoas nos papeis daqueles que não possam estar presentes;
Novamente livre o corredor central, entra o noivo, de braço esquerdo dado à sua mãe. Chegados ao altar, voltam-se para a assistência, posicionados à direita do corredor central do “templo”, simetricamente e ã mesma altura em que estão o pai do noivo e a mãe da noiva – a mãe um passo atrás e mais próxima do altar que o noivo – e passam a aguardar os demais participantes;
É costume, após a entrada do noivo e sua mãe, que as porta de entrada do templo seja fechada por um instante, para caracterizar que toda a “igreja” está pronta a receber a noiva;
O pai e a filha esperam que seja aberta a porta do “templo”  (contanto que ele tenha pago pela cerimônia) e o órgão ou  instrumento preparado para o momento anuncie a todos que a noiva está entrando neste momento, todos mergulhadores podem iniciar um barulho daqueles, batendo contra os cilindros com as facas (olhem as faaaacas);
Reaberta a “porta”,  noiva entra de braços com o pai;
A entrada da noiva é marcada pela marcha nupcial (mais uma vez os convidados farão barulho);
A noiva deverá “nadar” lentamente (respeitando o manômetro!), consistentes com os acordes (barulho dos divers) que terminarão ao mesmo tempo que ela chegar ao altar!!!
Crianças com vestidinhos ( A Anna se comprometeu a ser uma das crianças) longos de seda e brocados e ou terninhos nadarão à frente da noiva e seu “pai “;
A Anna terá um saquinho cheio de conchas que jogará para adornar o trajeto da noiva ( como se fossem flores(pelo menos está é a idéia!);
Uma criança entregará um buquê à noiva;
Ao aproximar-se a noiva, o noivo beija sua mãe como despedida ( a noiva então dá um grande sorriso de alívio!), e avança um ou duas posições para receber a noiva;
Diante do noivo, o pai da noiva também se despede da filha beijando-lhe a testa depois de erguer levemente o seu véu, em seguida, cumprimenta o noivo (mostrando-lhe um arpão armado para lembrá-lo das consequências de possíveis desentendimentos com a noiva);
O pai faz um gesto de entrega da filha (neste caso será proibida a utilização do dedo médio de qualquer uma das mãos) e encaminha-se para onde está sua esposa;
O noivo apresenta o braço esquerdo à noiva, e a conduz ao local marcado para ser o altar;
O casal se posta diante do pastor;
O pai da noiva se junta à esposa, ficando no lugar em que estava o pai do noivo e este passa discretamente para o outro lado tomando lugar à direita de sua mulher, que havia ficado só quando o filho encaminhou-se para encontrar a noiva ( é aqui que toda a rincha  se inicia!);
Os dois casais encaminham-se para os respectivos lugares que poderão ser áreas demarcadas por uma corda fina, junto ao “altar” ou os dois primeiros lugares demarcados junto aos “assentos” do lado do corredor central, o homem na ponta  externa, e a mulher do lado interno junto ao marido, no primeiro “banco”ao lado da noiva, e no primeiro “banco”ao lado do noivo;
Após o encontro com o noivo, a noiva se afasta, levada por ele – que lhe dá o braço esquerdo -, e seu pai deve procurar seu  lugar no lado esquerdo da “nave”reservado, como dito, à família da noiva e seus convidados;
De que lado entra o pai da noiva? Em vários casamentos os pais ficam à direita, dando o braço esquerdo à noiva; em outros, a noiva entra em posição contrária, à direita, o pai dando-lhe o braço direito. Não existe uma regra a respeito, muito menos quando tudo isso acontece  debaixo d’água!
Liturgia
Os noivos ficam de pé de frente ao “pastor” ;
Os pais e padrinhos ocupam lugares marcados à esquerda e ã direita da área marcada na areia como sendo o altar. Os pais e os padrinhos ocupam os lados de acordo com a orientação anterior: lado direito para os padrinhos e convidados do noivo, e esquerdo para os da noiva.
Quando os noivos já estiverem diante do “pastor´, o homem à direita da mulher, o “oficiante” que neste caso poderá ser o próprio “pastor” trará algumas palavras à congregação;
As palavras do oficiante:
“Estamos aqui reunidos na presença de Deus, destes seres marinhos, e destas testemunhas para solenizar em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, o contrato de casamento que  Leandro Terra Rangel e Rafaela, por livre e espontânea vontade desejam estabelecer. O casamento é um estado mui honroso estabelecido pelo próprio Deus. O propósito de Deus é proporcionar felicidade  ao Leandro e Rafaela, porém, donos de seus próprios atos, por possuírem seus livres arbítrios, cabe aos dois, a grande responsabilidade de viver este relacionamento em conformidade com as leis de Deus, criando assim a possibilidade de uma vida conjugal plena de felicidade e dignidade mútua.
“Para alegria de todos que os amam, Leandro e Rafaela decidiram abraçar este compromisso tão honroso perante Deus e a sociedade” Que Deus abençoe seus caminhos, e que eles vivam de acordo com a realidade que lhes apresenta, sabendo que somente ficção baseada em ciência sólida, cria a realidade, enquanto a fantasia cria apenas decepção e desconforto físico e mental.
Terminando o sermão acima, o “pastor” anuncia o ritual do casamento;
As promessas do noivo e da noiva:
O “pastor” dirige-se ao homem e mostra uma placa –
 “Leandro Terra Rangel, estás disposto a prometer diante de Deus e destas testemunhas, que tomas a esta mulher, Rafaela..., por tua legítima esposa, para viveres com ela segundo ordenado por Deus, no santo estado do matrimônio? Prometes amá-la, honrá-la, consolá-la, e conservá-la tanto na saúde como na enfermidade, na prosperidade como em seus sofrimentos, e te conservares exclusivamente para ela enquanto ambos viverem?”
O noivo deve responder com um “OK” (caso contrário, suas mangueiras de ambos os segundos estágios serão cortadas pelo pai da noiva)
Então o “pastor se dirige à noiva e faz a mesma pergunta;
A noiva responde como respondeu o noivo (esperamos!);
Depois que os noivos pronunciam seu compromisso mútuo, o “pastor” solicita a aliança;
A Daminha ( pode ser a Anna) aproxima-se para entregá-las ao “pastor” o qual explica o significado das alianças e as passa aos noivos para que as coloquem respectivamente no dedo anelar.
Depois de colocadas as alianças, o “pastor” convida os noivos a que se beijem como indicação de seu amor;
Benção das alianças;
Assinados os papeis pelos noivos e padrinhos sobre o altar, ou prancheta de mergulho ;
Sessão de fotos;
Momento da assinatura
A sós com seus pais diante do “altar”
Todos os outros mergulhadores permanecem em suas posições, aguardando o cortejo da saída, não é o momento para fotos como parentes e amigos, o que será mas tarde (olho no manômetro);
Por fim!
Seguem-se a oração final e a benção nupcial;
Depois da benção, o “pastor” deve-se dirigir aos presentes e mostrar uma placa:
“Visto como Leandro e Rafaela consentiram ambos em ingressar no estado de matrimônio. E para esse fim celebraram o contrato matrimonial diante de Deus e destas testemunhas, havendo ambos dão e empenhado sua fé e palavra um ao outro, o que manifestarem pela promessa e pela e pela entrega das alianças, eu os declaro marido e mulher, casados em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Amém. Que Deus os abençoe!”

Cortejo de Saída:
Terminada a cerimônia, o noivo dá o braço esquerdo à noiva, e rumam ao corredor em direção à “porta”’;
A ordem em que os participantes deixam o “altar” é inversa da ordem de chegada;
À frente caminham pela nave os recém-casados;
Logo lhes seguem os pais da noiva;
Os pais do noivo e os casais de padrinhos deixam os seus lugares marcados na areia da esquerda e da direita, alternadamente, e nadam, em próximos uns dos outros, para a entrada principal;
Fotos com todos os demais ( olho no manômetro)
Recebendo cumprimentos:
 Os cumprimentos podem ser recebidos no fundo do mar ou no Athoba!
Modifique este programa aos seus gostos meus queridos amigos!
Acredito que possamos mapear e dividir o fundo do mar  com corda e estacas para guiar o posicionamento de todos os envolvidos! Dará tudo certo!
Eu usei a palavra “Pastor”, porém, pode ser aquilo que vocês imaginarem mais apropriado, não fazendo diferença para mim, pois sou um ser Universal...
Olho no manômetro!


Por Edvaldo O.  Leme- Instrutor SSI
“Embora, como o meu querido mestre de mergulho Martin Nochetto sempre fala, dessa profundidade você poderia sair gatinhando para a praia...”

Lista de Presentes; ainda está valendo!

Queridos ( as ) amigos ( as )

Está chegando o grande dia!!!  (neste cas, já passou, porém, quando se ama, todos os dias são grandes dias)Como nós temos planos mirabolantes para o futuro próximo, esse não será o casamento do século, mas será sem dúvida inusitado e inesquecível e que poucas pessoas poderão fazer parte, por isso você está sendo convidado, pois é muito especial para nós. E é claro que não poderia ser em outro lugar senão embaixo d'água...onde nos sentimos em casa! Um casamento subaquático na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo a Bordo do barco Athoba da Submarine Escola de Mergulho.
Como é de conhecimento geral, vamos comprar nosso veleiro ano que vem e vamos por aí, por onde os bons ventos nos levarem. E você também pode fazer parte dessa aventura nos ajudando. Ao invés de uma lista de presentes convencional, decidimos adequá-los para nossa nova moradia ( até porque não vejo onde vamos usar um jogo de jantar de 80 peças num barco kkk), e para facilitar sua vida a compra pode ser feita pela net, segue a lista:
Veleiro 40pes
Casaco Impermeável :  de R$ 147,00 até R$ 2.300,00 Tamanho M-01pç  e G-01pç   
Calça Climatic: à partir de R$ 128,00 Tamanho M - 01 pç e G - 01pç
Luva Amara : à partir de R$ 68,00 Tamanho S -01pç e M - 01pç   
Bolsa impermeável :  à partir de R$ 78,00 - 02 un   
Mochila estanque regatta ou Fun dive:  à partir de R$ 160,00 - 02 un
Churrasqueira inox : à partir R$ 130,00 (mercado livre) - 01 un
Caixa térmica : à partir de R$ 91,00 - 02 un
Caiaque inflável duplo : à partir de R$ 400,00 ( mercado livre) 01 un.
Protetor solar da Boticário mínimo 15fps: à partir de R$ 25,00 - vários 
Chapéu Safari : à partir de R$ 45,00 - 4 un
Qualquer literatura sobre veleiros (velejar) : à partir de R$ 39,00
GPS
Sonda
Radar
Jet Ski
Dolaresseguro de vida
kits de sobrevivencia no mar
kits de sobrevivencia na terra , podemos bater em alguma ilha ,kkkkk
Equipamentos de Mergulho
Equipamentos de Pesca e Caça Sub (teremos que comer na viagem)
Dessalinizador
 Qualquer outro produto que seja útil num barco....
Bote Salva-vidas
Obs: a quantidade dos produtos não precisa ser comprada pelo mesmo convidado!
Os produtos listados podem ser encontrados nos sites:
http://www.lojaregatta.com.br
http://www.rumo.com.br ( loja virtual da realmarine)
Todos os produtos podem ser comprados em outros sites ( mercado livre, etc....) e enviados ao endereço do Leandro e Rafa. Enviem um e-mail para pegar o endereço físico: lemeinstrutorssi@yahoo.com.br  

Agradecimento

No início dessa semana enviei um pedido à Dra. Glauce, nossa companheira de mergulho e amiga, esposa de nosso também companheiro de mergulho e amigo Dr. Leandro. Pedi a ela para conversar com o Leandro, para que o Mergulhador Universal pudesse utilizar algumas fotos tiradas por ele durante este importante evento. Pedi ainda, que a Glauce fosse minha correspondente do evento, e me enviasse uma narrativa para ilustrar as imagens e fortalecer o documentário. Tamanha e agradável  foi minha surpresa ao receber dois e-mails de Leandro,o primeiro continha  esta narrativa tão bem escrita, e o segundo, as fotos aqui publicadas.  Em nome de todos os companheiros e companheiras de mergulho lhe agradeço! 
Incluo a transcrição do e-mail do Leandro, em sua totalidade:
Boa noite, Leme!
Como correspondente do Mergulhador Universal, tarefa que muito me honra, tentarei relatar brevemente como sucedeu a cerimônia de casamento dos amigos Leandro Rangel e sua amada Rafaela.
Encontramo-nos numa manha cinzenta de sexta-feira, daquela tipo chove-não-chove. O mar, translúcido, quase leitoso, mal nos revelava os parcéis que outrora víamos com detalhes, do trapiche, em dias mais promissores para o mergulho. As ondas batiam forte contra as pedras, e jogava o barco contra o trapiche, que estremecia a cada encontro.
Mas não haveria de ser a pouca visibilidade ou os resmungos do velho São Pedro que abalariam a empolgação dos convidados, e muito menos dos noivos. Estes últimos, leve mas perceptivelmente nervosos, recebiam a todos com alegria e sincero agradecimento pela presença, como fosse um favor o que para nós era pura  honra e satisfação .  
Finalmente, barco carregado e convidados a postos, pusemo-nos a navegar a procura do altar submerso – ainda sem definição. No barco, todos balançavam, e não era por causa do Skank, que cantava Bob Marley como musica incidental através das caixas de som. A embarcação subia e descia ao sabor das ondas nada pequenas que surgiam, arrancando um “noossa” aqui e um “ai,ai,ai” acolá. Confesso que não percebi a situação, pois estava sentado no chão, ocupado em ver, mostrar e discutir fotografias com Mario, outro entusiasta amador da fotografia subaquática. Mas fiquei nauseado, como em poucas vezes num barco. Ao redor, algumas pessoas já começavam a “alimentar os peixinhos” a bombordo e estibordo. Mandei pra dentro um Vonal que a Glau me dera e comecei a entoar um mantra pra melhorar logo. Don’t worry, about a thing.... ‘cause every little thing’s gonna be allright...
Acabou-se decidindo pelo local da cerimônia. A reserva do Arvoredo estava fora de cogitação, pois a violência do mar não nos permitira ganhar o mar aberto. O local eleito, além de belíssimo, não poderia ter nome mais curioso, num casamento já bastante incomum: Sepultura.
Parênteses: Acho divertido pensar na expressão “casamento na Sepultura”, talvez somente pelo espanto e estranheza que essa expressão poderia causar às outras pessoas, não acostumadas a conjugar estas palavras com conotações tão diversas, que inspirem sentimentos antagônicos até. Para mim o elemento sepultura nunca lhe imbuiu de conotações negativas. Antes disso, vem-me à mente a idéia de transformação, passagem de um estado a outro, de uma forma de viver à outra. Dessa maneira, poderia também o casamento do Leandro e da Rafaela na praia da Sepultura ser analisado sob a ótica simbólica da mudança, da existência compartilhada que ambos passam a ter daqui em diante, e dos desafios e alegrias que vivenciarão juntos a partir desse momento. Mas deixemos de lado as elucubrações de um insone...
Caímos na água em dez ou doze mergulhadores. Acredito que empunhássemos cerca de seis ou sete câmeras subaquáticas. O fotografo certamente nunca fora tão fotografado. André, o mestre de cerimônias, conduziu o casamento da forma exemplar, inicialmente a partir do barco, para os mergulhadores que flutuavam na superfície, e depois embaixo d’água,a uma profundidade de quatro a cinco metros, onde era possível verificar que realmente lia o texto preparado com esmero por você para a ocasião.  A visibilidade era baixa, cerca de um metro, talvez menos, o que nos forçava a ficarmos muito próximos uns dos outros. A Glauce usava uma roupa de neoprene preta e vermelha, idêntica à de outro mergulhador. O cômico foi que vez por outra eu procurava a mão da minha esposa, e acabava por segurar carinhosamente a mão do mergulhador, que rapidamente se desvencilhava dos meus afagos... Assim que os noivos assinalaram com um “x” a confirmação de seus votos e trocaram alianças, saudamos o momento com uma salva de tilintares de facas nos cilindros.
Finda a cerimônia subaquática, todos subimos a bordo para as congratulações aos noivos. Devo dizer, sem demagogia, que foi uma das mais belas cerimônias de que participei. Senti-me tão próximo de todos, como um integrante absolutamente necessário de uma família de rara união. É impossível não recordar as frases postadas por você, Leme, em seu blog, de autoria de Jacques Costeau:    E isso faz de nós mais do que amigos, faz de nós mais do que irmãos. Faz de nós... Mergulhadores."
Abraços pesarosos por sua ausência ( fisica)
Leandro

Preparando para a submersão matrimonial

Photo by Dr. Leandro

The "Yes"

Photo by Dr. Leandro - Este é o ponto de não retorno! Também, quem ali queria

Efeito Moët & Chandon !

Photo by Dr. Leandro - Perceba como a visibilidade estava desfavorável, o Leandro até colocou a aliança no dedo polegar da Rafa; isso foi corrido alguns dias mais tarde, após ter passado o efeito conhecido como Moët & Chandon !

O beijo!

Photo by Dr. Leandro - Não pergunte a um mergulhador como ele consegue beijar alguém na boca quando em completa submersão! Acredito que seja o mesmo princípio de se comer uma banana lá no fundo, apenas mais sensual. Esta foto ficou o máximo, existem boatos que afirmam que o Dr. Leandro estaria deixando a sua profissão como Otorrinolaringologista e Cirurgião, para fazer parte da equipe da Netuno Casamentos Submarinos Ltda. como fotógrafo sub! A Netuno é uma das empresas do grupo Mergulhador Universal!